Intervalo do Super Bowl: Como Michael Jackson foi responsável por criar um fenômeno cultural global

Todo mundo está comentando sobre a grandiosa apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl XL, mas o que poucos sabem é que nem sempre esse momento da final da NFL chamou tanta atenção assim.

Até a década de 1990, o intervalo do Super Bowl era aquele momento de comprar pipoca, ir ao banheiro e, no caso dos espectadores que assistiam pela televisão, mudar de canal. O fato é que as emissoras que detinham os direitos de transmissão percebiam uma perda considerável da audiência durante o intervalo do jogo, pois as emissoras concorrentes colocavam as melhores atrações da sua grade exatamente durante o intervalo do jogo.

Menos audiência = menos dinheiro

Após várias tentativas de “halftimes” com apresentações comandadas por patrocinadores, eis que a aposta na mudança vem em um show do intervalo organizado pela Radio City que almejava algo nunca visto antes. 

O acordo de cachê, com outras exigências, parecia ser impossível, mas tudo foi acertado e o intervalo do Super Bowl de 1993 teria um show de nada mais e nada menos que Michael Jackson, o Rei do Pop.

Em 1993, Michael já era o fenômeno que conhecemos hoje e era fácil saber que esse show marcaria a história. O que não era esperado é que ele superaria as expectativas.

Com direito ao Rei do Pop imóvel no palco durante trinta segundos, uma sequência com seus maiores sucessos e um “moonwalk”, o intervalo do Super Bowl XXVII contou com uma audiência de 133,4 milhões de expectadores. Até 2025, esse momento foi considerado o evento televisivo mais assistido de todos os tempos pelo Guiness Book.

O resto é história.

Depois de Michael Jackson, o intervalo do Super Bowl nunca mais foi o mesmo e o evento que era algo culturalmente assistido apenas nos Estados Unidos e em alguns outros países, passou a se tornar um fenômeno cultural global.

Muitos outros cantores já se apresentaram no palco do Super Bowl, mantendo a tradição dos shows com alto número de telespectadores. Essa lista conta com nomes como Coldplay, U2, Madonna, Beyoncé, Bruno Mars, Rolling Stones e Katy Perry.

Todos esses nomes caminharam por uma estrada antes pavimentada por Michael Jackson.

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