Compra e fecha a empresa.
Foi isso que o Link.tree fez com o site “Bento.me”.
O Bento.me é (ou era) uma árvore de links pessoais que trazia inovação desde a sua criação ao tornar personalizáveis os links dos sites dos seus usuários. Uma plataforma que destacou-se por sua agilidade, incrivelmente adaptável às demandas dos influenciadores, designers e profissionais criativos.
Acontece que, a partir do próximo dia 13 de fevereiro, a plataforma deixará de existir. Não por fracasso ou quaisquer problemas financeiros, pelo contrário: a Bento.me deu tão certo que conseguiu chamar a atenção do mais consolidado player dominante em “link in bio” do mercado, a Linktr.ee. Isso acabou ocasionando a compra da Bento.me pela grande árvore de links que você já conhece.
Essa aquisição marca um dos capítulos mais agressivos e emblemáticos nos últimos meses do mercado de tecnologia e inovação. Enquanto muitos celebram a aquisição como uma “expansão”, nós devemos reconhecer que movimentos como esse podem minar a diversidade de inovação. Não é apenas uma operação de M&A (Mergers and Acquisitions – Fusões e Aquisições), mas trata-se de uma aquisição predatória. Tudo isso foi uma jogada estratégica visando neutralizar um competidor crescente e integrar talentos, tecnologia e propriedade intelectual.
Agora, devemos nos perguntar: o que vem depois disso?
A aquisição da Bento.me pode trazer ganhos e integração para o Linktr.ee, mas também nos deixa em alerta para os princípios de competição saudável, proteção à inovação e responsabilidade corporativa.
O cenário está mais competitivo e inovador do que nunca. Mas, se tem algo que essa aquisição deixou claro, é que não é necessário apenas ter uma grande ideia, é preciso blindá-la.
